sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Essa análise merece grande atenção


Veja a seguir uma análise muito interessante e que merece uma grande atenção e respeito, são palavras sábias do Pr. Cleber, um irmão em Cristo em qual conheci através de seu blog. (http://confraria-pentecostal.blogspot.com/)

Os Perigos da Erudição 

Valorizo muito o estudo bíblico, o conhecimento teológico, amo estudar história e aprecio muito a tradição cristã. Mas tanto a erudição quanto a tradição devem ficar debaixo da autoridade bíblica. Como diziam os reformadores: Sola Scriptura, ou seja, ela é nossa regra de fé, a autoridade máxima em assuntos espirituais.

É comum a erudição acadêmica enveredar pela filosofia e se distanciar do texto bíblico (Perigo 01). Para constatar isso basta olharmos para o liberalismo teológico, que embora seja uma teologia que não gera conversões, continua atraindo pessoas que se deslumbram com o academicismo, a erudição e a argumentação rebuscada.

Outro dia conversei com um liberal (ex-pentecostal) que me dizia que é impossível ler a Bíblia sem os óculos da tradição. E afirmava isso para defender 'academicamente' (e não biblicamente) as posições doutrinárias da sua atual igreja. Lembro que comentei sobre crescimento espiritual e ele disse que esse não é um tema importante em sua tradição teológica. O curioso é que ele afirma crer no Sola Scriptura.

Além do risco da erudição se distanciar do texto bíblico, vejo outros perigos comuns: roubar a simplicidade do evangelho (Perigo 02) e impedir as pessoas de experimentarem o mover de Deus (Perigo 03).Nos tempos de Jesus muitos eruditos (os fariseus) haviam se distanciado da simplicidade bíblica. Não conseguiam perceber o agir de Deus pois estavam intelectualizados demais. Eles comparavam a erudição deles com a linguagem simples de Jesus (parábolas) e rejeitaram o Mestre! Foram duramente repreendidos por Jesus:
Mat 15:8 Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim.
Mat 15:9 Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homem. 


Hoje quando vejo cristãos intelectualizados desprezando pregadores simples ou com pouca bagagem teológica logo me lembro dos fariseus desprezando Jesus.

Além disso, vemos cristãos intelectualizados desprezando pregadores que não usam sermão expositivo ou que não citam grego e hebraico no púlpito. Será que eles esquecem que o maior modelo de pregador que temos (Jesus) não pregava assim?
[Na época em que eu era deslumbrado com a erudição cheguei a pregar assim - hoje não mais]

Mas vejo muitos cristãos que depois de se intelectualizarem viram críticos azedos e não conseguem mais experimentar o mover de Deus. Só sabem criticar. E por se recusarem a receber alimento espiritual muitos começam a secar.

Esse risco existe e é bem danoso. Olhe para a história da Igreja: os eruditos católicos desprezaram Lutero e a Reforma. Os eruditos anglicanos desprezaram Wesley, general Booth e o avivamento da época. Os eruditos metodistas e reformados deprezaram o avivamento pentecostal. E por aí vai...

Na época de Jesus houve eruditos (Nicodemus, Apolo, Paulo...) que se abriram para o Mestre, e colocaram seu saber humano em segundo plano. Paulo disse: "Quanto à lei fui fariseu; fui irrepreensível. Mas o que para mim era lucro passei a considerá-lo como perda por amor de Cristo; sim, na verdade, tenho também como perda todas as coisas pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como refugo, para que possa ganhar a Cristo." (Fil 3:5-8).

Isso serve para nós, cristãos ávidos por conhecimento, refletirmos seriamente no cristianismo que desejamos ter: acadêmico-frio ou bíblico-fervoroso?

Não podemos perder de vista a simplicidade do evangelho.1Co 2:1 E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria.
1Co 2:2 Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado.
1Co 2:3 E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor.
1Co 2:4 A minha linguagem e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria, mas em demonstração do Espírito de poder;
1Co 2:5 para que a vossa fé não se apoiasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.

Veja com mais detalhes aqui:

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